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O Yoga ganhou a condição de filosofia a partir do século II a.C. Isto devido ao trabalho de um homem chamado Patañjali. O livro escrito por ele se entitula Yoga Sútra. Este livro foi escrito com meias-frases (sútras) e representam milhares de anos de conhecimento filosófico. O Yoga Sútra contém um conjunto de técnicas incrível. Entretanto, a maioria de seus leitores o entende como se fosse um manual. O Yoga Sútra contém quatro livros. São centenas de aforismos que indicam o caminho do Yoga. As técnicas contidas em seus sútras podem ser observadas e dividas em oito partes. Este é o motivo pelo qual o Yoga descrito no Yoga Sútra é chamado de "a prática de oito partes" ( ashtanga sadhana). Muitos outros nomes são atribuídos para esta sistematização. Embora no Yoga Sútra exista uma ordem clara de apresentação das partes (angas) algumas escolas mudaram-na. As Técnicas do Yoga As técnicas descritas no Yoga Sútra são apresentadas da seguinte maneira: As técnicas supracitadas são descritas no capítulo entitulado "Pada Sadhana" (o caminho da prática). Em outro capítulo Patañjali deixa claro que a prática (sadhana) deve ser feita com alguns critérios "por longo período, com assiduidade e disciplina" . A leitura deste aforismo, especialmente, fez com que a prática, nos séculos imediatamente posteriores ao lançamento do livro, ganhasse característica iniciática. Esta característica não passou despercebido pela classe dominante (os brâmanes) que incentivaram-na fortemente. Desta maneira, impediam que o homem das classes inferiores conseguisse ascender socialmente. Nas técnicas supracitadas estão implicitamente contidas todas as demais técnicas que supostamente foram criadas posteriormente. Esta afirmação pode e será comprovada posteriormente pelo autor deste artigo. Quaisquer que sejam as técnicas posteriores que foram descritas elas estão implicitamente contidas nos aforismos de Patañjali. Naturalmente, os comentários, subcomentários, glosas e subglosas geradas posteriormente ao estudo de Patañjali tiveram como objetivo minimizar, desviar ou esconder o desdobramento lógico que os aforismos permitem. Assim sendo, a intenção era diminuir o máximo possível, o desenvolvimento dos poderes (siddhis) que fariam com que um cidadão comum fosse elevado a condição de brâmane. Pois se isto acontecesse maciçamente não se justificaria a condição de superioridade desta classe sobre as demais.
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