|
Independendemente da religião, da etnia, da posição geográfica, uma coisa comum sempre inpirou o Homem, a transcedência. Presente no Homem, ignorando o seu grau de consciência e cultural. Expressando e ampliando todas as suas percepções. Essa transcedência existe em todos os animais. Porém, no Homem essa transcedência é acompanhada de uma consciência, o que faz muita diferença. Para que o estudo sobre transcedência se desenvolvesse era necessário uma conjunção de fatores (geográficos, comportamentais e econômicos). O ser humano só pensa em transcedência depois que lhe está garantida a sobrevivência. Essa conjunção aconteceu no subcontinente indiano, há milhares de anos atrás (8.000 anos). A etnia ali presente criou o único império pacífico de que se tem notícia. O conhecimento desenvolvido por eles influênciou e influencia a arte, a cultura, a religião, como nunca se viu. Como naquela época a globalização não existia, a tecnologia desenvolveu uma linguagem própria (toda escrita em sânscrito). Sua terminologia só encontrou analogia na moderna medicina, física quântica, psicologia, psiquiatria, entre outras. Afinal essa psico-tecnologia é uma filosofia (a única filosofia prática do mundo). Desenvolveu-se uma tecnologia que auxilia os seus pares a alcançar a transcedência conscientemente. Essa tecnologia, ou melhor psico-tecnologia, indica a todas as pessoa o caminho para a transcedência. Sistematizado galhou o nome de Yoga. Alguns estudioso chamam "Yogi" os ascetas bramânicos. Asceta é o nome dado aos indianos que escolheram a vida transcedental. Eles também são chamados de tapasin, sannyasin, entre outros. Segundo o RigVeda: "os deuses apenas conseguiram a sua condição de divindade após praticarem as austeridades (tapas)". A ciência moderna começa a entender e a explicar a importância do tapas. Ela indica a maneira pela qual o conhecimento pode ser assimilado com melhor eficiência. Pela descrição científica do fato, pela prática que tenho e por inúmeras outras descrções posso classificar o fluxo (proposto pela ciência) como sendo o samyama (proposto pelo Yoga Sútra). Esta convergência é plenamente possível, sem incorrer no perigo de descaracterizarmos a linguagem e a psico-tecnologia do Yoga, quando levamos em consideração as palavras de Mircea Eliade "o importante não é a terminologia, basta apenas que os fatos sejam semelhantes." ( Yoga - imortalidade e liberdade). Quando aconceliamos o conhecimento do Yoga à prática "com assiduidade, com disciplina, persistentemente e por longo tempo" (Yoga Sútra, I 13-15) percebemos como se encaixam os conhecimentos propostos pelo Yama e Niyama. Vemos o quanto tais conceitos, embora ultrapassem a prática diária do yogi, devem ser ostensivamente exercitadas, pois eles são a mais perfeita demonstração da eficiiência.
|